INTERPRETAÇÃO DO FENÔMENO DA SOCIABILIDADE
INTERPRETAÇÃO DO FENÔMENO DA SOCIABILIDADE

Na filosofia antiga temos duas concepções da dimensão sócio-político do homem. Platão coloca esta dimensão como contingente, já que o homem para ele é essencialmente alma.
Para Aristóteles a dimensão sócio-político era essencial, haja vista, que o homem para ele é corpo e alma, e esta constituição o liga aos vínculos sociais. Tendo o homem como fim último a felicidade que só se realiza coletivamente, o próprio estado tem a função de ajudar a cumprir esta meta.Com o cristianismo há uma mudança profunda na concepção da sociabilidade do homem, ultrapassando o campo natural e se estendendo ao sobrenatural. A primeira fundada sobre a razão e a segunda sobre a graça.
Na filosofia medieval temos dois grandes nomes que refletem acerca da sociabilidade: Agostinho e Tomas de Aquino. Um mergulhando na filosofia platônica, outro bebendo da filosofia aristotélica.
Agostinho nos apresenta a cidade de Deus e a cidade dos homens para tornar claros os dois tipos de sociabilidade, ambos fundados no amor, porém, um é fundado no amor egoísta e o outro no amor doação.
Um é capaz de doar sua vida, o outro capaz de matar, gerando violência, exploração e todo tipo de desumanização, enquanto que no outro temos a comunhão, a fraternidade e a justiça como fundamento.
A influência aristotélica fez Aquino afirmar que o homem naturalmente social possibilita por esta característica o surgimento da sociedade política. E é só na sociedade e no estado que o homem pode ser feliz.
Quer a sociedade, quer o Estado devem canalizar todas suas forças para que o homem se realize, pois, eles estão à serviço do bem comum.
Em Tomas, também, encontramos a relação entre Estado e Igreja. Uma tendo como finalidade o bem comum e a outra a salvação das almas. Ambas com campos de atuações independentes, no entanto, o Estado tinha uma subordinação indireta em relação a Igreja, devido esta está ligada ao plano espiritual.
Na filosofia moderna reaparece a concepção platônica acerca da sociabilidade e esta passa a ser novamente um “fenômeno secundário”. Os principais nomes dessa fase são: Espinosa, Hobbes, Locke, Leibnits, Vico, e Rosseau. “Todos esses autores colocaram clara distinção entre o estado natural da humanidade e o estado civil”.
No estado natural o homem é auto-suficiente, só criando o segundo através de um “contrato social” para que a auto-suficiência não os levasse a barbárie.
Vislumbra-se com isso que o indivíduo está acima da sociedade, dando margem para a justificação do sistema capitalista que coloca a “iniciativa privada” como base da economia.
Na modernidade Karl Marx vê que a sociabilidade não é apenas uma característica do homem, mas o que ele tem de fundamental. Para ele é inimaginável o homem fora da sociedade.
Marx pensa o homem como ser genérico, isto é, um indivíduo que para existir necessita da sociedade, devendo trabalhar para esta, freando todos seus instintos egoístas e individualistas.
Conte segue a mesma linha, dando supremacia, a sociedade sobre o indivíduo. Vendo somente este como ser social excluindo diversas dimensões do homem entre elas sua personalidade individual.
Em Marx e Conte não é mais a sociedade para o indivíduo, mas o indivíduo para a sociedade.
Durkhein vem fortalecer o posicionamento de Marx e Conte de “subordinar o indivíduo ao fenômeno social”. Para ele a conduta humana era ditada pela sociedade, a consciência individual é a manifestação da consciência coletiva. Lévy-Bruhl segue a mesma linha no que concerne a ética.
Contra esse pensamento opôs-se filósofos e sociólogos entre os primeiros Nietzsche, Heidegger, Sartre que acabaram caminhando para o outro extremo, o individualismo, excluindo, assim, a dimensão social do homem.
Numa posição mais equilibrada encontra-se Maritaim. “Ele estuda a dimensão social do homem à luz dos conceitos de indivíduo e pessoa”. Quanto indivíduo fecha-se em si, porém, enquanto pessoa é capaz de doar-se e receber o outro como dom.
Do lado dos sociólogos temos Pitirin Sorokin que se opuseram as “transposições de termos e formulas” das ciências naturais para a sociologia e as outras ciências humanas. Já que se tratando de pessoas não se pode encontrar a exatidão das ciências exatas.
Sorokin criou uma teoria do conhecimento. Tendo três níveis que devem ser harmônicos e obedecer à hierarquia: conhecimento empírico, conhecimento racional e o conhecimento intuitivo de onde provêm as construções mais elevadas do homem, a arte, a moral e a religião.
O FENÔMENO DA SOCIABILIDADE
A DIMENSÃO SOCIAL E POLÍTICA DO HOMEM
O FENÔMENO DA SOCIABILIDADE

Sociabilidade é todo o processo através do qual um indivíduo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a cultura que lhe é própria. Isto porque o homem é propenso a viver junto com outros e de comunicar-se com eles. Isso o torna um ser essencialmente sociável, pois não poderia ter subsistência sozinho. Não poderia nascer, ser educado, satisfazer suas necessidades ou realizar suas aspirações sem que para isso precise de outra pessoa. O processo social é contínuo e nunca se dá por terminado, começa quando a pessoa nasce e dura toda sua vida. Já desde os primeiros homens sobre a terra, o encontramos disposto em grupos sociais, que inicialmente se estabelece na família, no clã, a tribo. E posteriormente cresce em sua dimenção tornando-se cidade, estado e hoje com a globalização tornou-se sociedade internacional.
Os meios de comunicação modernos nos puseram cada vez em contado com os acontecimentos em tempo real, interligando o mundo e as pessoas numa grande diversidade cultural e social. A sociabilidade é tão intriseca a nós que qualquer fato ocorrido no planeta pode nos abalar, assim como sociedades inteiras. Qualquer ato humano reflete sua integração social e, todos estamos envolvidos nesta relação seja por um ato comercial, receber um salário, estar com amigos, etc. Tudo o que fazemos está pré-disposto em normas sociais que refletem em nossas atitudes cotidianas, coisas que estão independentemente e além das nossas intenções.
Um golpe na bolsa de Nova York, pode valorizar ou desvalorizar totalmente os negocios no mundo inteiro e suas consequencias são claramente percebidas por todos nós, ex: aumenta o preço do barril de petróleo, e com ele os combústiveis, os transportes, os alimentos. Tudo ocorrido em cadeia com o fato ocorrido na bolsa de valores.
As relações humanas ganharam em nosso seculo novas proporções, a dimensão privada praticamente desapareceu. Com dificuldade podemos ocultar nossos pensamentos, nossas ações tornan-se própriedade dos outros, e os meios de comunicação os tornam públicos. Se isolar, hoje, não é possivel, não poderiamos viver sozinhos.
A época atual é da propriedade comunal e, no plano internacional, das organizações multinacionais. Neste mundo globalizado, o individuo sobre varias reações motivadas pelas multiplas possibilidades oferecidas pela sociedade. Uma delas é a capacidade de agir, e até de pensar do indivíuo, que neste novo ambiente se encontra reduzido, raciocinar algo que contraste com este fenomeno é cada vez mais raro, frente as diversas possibilidades de pensamentos já propostos até então. A independencia, então, de fato, não ocorrre frequentemente no plano pessoal devido a impotencia que o individuo encontra frente a gigantesca maquina do estado. Isto demonstra que a pessoa está totalmente rodeada pelas influencias dos demais e que deve se entender como participante da comunidade. Alguém que se encontra como pessoa e, deliberadamente, decide por sua interdependencia com os outros; conciente que sua natureza já é de fazê-lo entrar em relação com seus semelhantes, mais isto deve ser para o homem uma atitude livre, não influenciada pelas pressões de sua época, embora, mesmo não tendo conciência, nem atitude livre desta escolha, ele, de qualquer modo será um ser na sociedade.
Os meios de comunicação modernos nos puseram cada vez em contado com os acontecimentos em tempo real, interligando o mundo e as pessoas numa grande diversidade cultural e social. A sociabilidade é tão intriseca a nós que qualquer fato ocorrido no planeta pode nos abalar, assim como sociedades inteiras. Qualquer ato humano reflete sua integração social e, todos estamos envolvidos nesta relação seja por um ato comercial, receber um salário, estar com amigos, etc. Tudo o que fazemos está pré-disposto em normas sociais que refletem em nossas atitudes cotidianas, coisas que estão independentemente e além das nossas intenções.
Um golpe na bolsa de Nova York, pode valorizar ou desvalorizar totalmente os negocios no mundo inteiro e suas consequencias são claramente percebidas por todos nós, ex: aumenta o preço do barril de petróleo, e com ele os combústiveis, os transportes, os alimentos. Tudo ocorrido em cadeia com o fato ocorrido na bolsa de valores.
As relações humanas ganharam em nosso seculo novas proporções, a dimensão privada praticamente desapareceu. Com dificuldade podemos ocultar nossos pensamentos, nossas ações tornan-se própriedade dos outros, e os meios de comunicação os tornam públicos. Se isolar, hoje, não é possivel, não poderiamos viver sozinhos.
A época atual é da propriedade comunal e, no plano internacional, das organizações multinacionais. Neste mundo globalizado, o individuo sobre varias reações motivadas pelas multiplas possibilidades oferecidas pela sociedade. Uma delas é a capacidade de agir, e até de pensar do indivíuo, que neste novo ambiente se encontra reduzido, raciocinar algo que contraste com este fenomeno é cada vez mais raro, frente as diversas possibilidades de pensamentos já propostos até então. A independencia, então, de fato, não ocorrre frequentemente no plano pessoal devido a impotencia que o individuo encontra frente a gigantesca maquina do estado. Isto demonstra que a pessoa está totalmente rodeada pelas influencias dos demais e que deve se entender como participante da comunidade. Alguém que se encontra como pessoa e, deliberadamente, decide por sua interdependencia com os outros; conciente que sua natureza já é de fazê-lo entrar em relação com seus semelhantes, mais isto deve ser para o homem uma atitude livre, não influenciada pelas pressões de sua época, embora, mesmo não tendo conciência, nem atitude livre desta escolha, ele, de qualquer modo será um ser na sociedade.
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